Em dados recentes da Parrot Analytics, os documentários tiveram um aumento de 44% na procura, mas eles alertam que a sua produção já ultrapassou o interesse do público, levando potencialmente à saturação. A empresa de pesquisa também quantificou a demanda do consumidor por seis subgêneros de documentários. O que ficou melhor classificado foi True Crime, seguido por Ciência, História, Questão Social, Natureza e Esportes.
Sem dúvida, podemos dizer que este aumento de demanda está conectado à mania de True Crime. Apesar de não serem novidade, histórias de crimes reais definitivamente caíram no gosto popular nos últimos anos. Pode-se dizer que a “nova onda” de True Crime foi alavancada pelos podcasts do gênero. De fato, a partir de 2019, vimos um crescimento significativo na produção desse tipo de conteúdo. Muitas são as razões do apelo de documentários deste gênero e o interesse do público por crimes hediondos: entender melhor o que leva pessoas a cometerem assassinatos em série; a mente e motivações dos criminosos; os detalhes da investigação do crime; além, claro, da pergunta que não quer calar: “nature x nurture”, um debate de longa data na biologia e na sociedade sobre a influência relativa de sua herança genética (natureza) nos seres humanos e as condições ambientais de seu desenvolvimento (criação).
A forma cinematográfica de não-ficção do documentário nos mostra quão diversos e multidimensionais somos, individual e coletivamente. Com um documentário, você pode se colocar no mundo de pessoas reais que enfrentam problemas reais. Quando se trata de histórias verídicas, a emoção costuma ser maior.
Muitas celebridades e até supostos criminosos têm aproveitado deste recurso nos últimos anos para dar a sua própria versão dos fatos, possivelmente para ganhar “simpatia” das pessoas, o que me faz questionar a seriedade de alguns documentaristas que produzem conteúdos por vezes tendenciosos, visto que é um gênero fortemente marcado pela subjetividade do autor. No livro “Introdução ao documentário,” Bill Nichols diz que “os documentaristas muitas vezes assumem o papel de representantes do público. Eles falam em favor dos interesses de outros, tanto dos sujeitos tema de seus filmes quanto da instituição ou agência que patrocina sua atividade cinematográfica”. Neste sentido, segundo o autor: “os documentários podem representar o mundo da mesma forma que um advogado representa os interesses de um cliente: colocam diante de nós a defesa de um determinado ponto de vista ou uma determinada interpretação de provas. Dessa forma, mais do que representar pessoas e situações, o documentário é capaz de atuar ativamente – e intencionalmente – na formação de opinião sobre determinado assunto”.
O streaming desempenhou um papel importante no crescimento da indústria documental. Há um foco em documentários sobre música, celebridades e crimes reais, que atingirem um público mais amplo. A maioria dos documentários que estão nas plataformas são no estilo participativo onde a narrativa envolve entrevistas e depoimentos.
A série documental “Vale o Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho” é um dos maiores sucessos do Globoplay. A produção investiga os bastidores da expansão do jogo do bicho no Rio de Janeiro e o storytelling do trailer é baseado nos depoimentos dos envolvidos intercalando com imagens dos eventos.
Veja:
Um dos destaques recentes é “A Noite que Mudou o Pop”, documentário sobre a criação da icônica música “We Are The World”. Ele já está entre um dos títulos mais vistos da Netflix. Com a voz em off de Lionel Richie, coautor da música com Michael Jackson e produtor executivo do filme, e depoimentos de Bruce Springsteen, Cindy Lauper, Sheila E., Kenny Loggins, Huey Lewis e Smokey Robinson, o trailer mostra a corrida contra o tempo e cenas exclusivas dos bastidores da gravação de um dos maiores hits da música pop.
Veja:
Outro trailer que chamou a minha atenção foi sobre a incrível história real de “American Nightmare”. Podemos dizer que esta série documental mostra que a verdade é muitas vezes mais estranha do que a ficção.
Veja:
Fui particularmente impactada pelo trailer de “Squaring The Circle” (The Story of Hipgnosis) Repleto de estrelas do rock, este documentário dirigido por Anton Corbijn conta a história de Storm Thorgerson e Aubrey Powell, dupla de designers por trás da arte das capas de álbuns icônicos de grandes bandas e astros da música tais como Pink Floyd, Led Zeppelin, Paul McCartney, entre outros.
Veja:
Sobre “True Crime”, não poderia deixar de citar trailers de documentários de serial killers e crimes notórios.
O primeiro, é o trailer do famoso documentário “The Staircase” que acompanha o controverso caso real de Michael Peterson, um romancista acusado de assassinar sua esposa.
Da coleção “Conversando com um Serial Killer”, minisséries documentais sobre true crimes da Netflix, selecionei o trailer de “Conversations With a Killer: The Jeffrey Dahmer Tapes”.
Por fim, o trailer de “John Wayne Gacy: Devil in Disguise”, docussérie em seis episódios do infame serial killer conhecido como o Palhaço Assassino.
E aí, gostou? Envie sugestões. Fique ligado aqui no PromoANAlista.
#trailer #truecrime #documentário #trailer_de_documentário #promo #tease_promo #teaser


Deixe um comentário